“Braga à sombra dos espaços verdes”
Muito se tem falado sobre fenómenos meteorológicos extremos. Ano após ano vemos notícias que indicam que novos recordes são atingidos, seja no frio extremo ou nas cheias do inverno, seja nas ondas de calor que preenchem os dias de verão. Estará a cidade de Braga a ser projetada para se preparar para estes fenómenos cada vez mais comuns? Se pensarmos no nosso centro histórico, temos acima de tudo betão, chão que emana calor, onde até à noite é desconfortável estar. Isto explica-se com os fenómenos refratários do granito, em que o calor é absorvido durante todo o dia e libertado à noite. Assim, quem quiser usufruir da Avenida Central (na parte mais próxima do chafariz) ou da Avenida da Liberdade (ainda na área pedonal) não tem nenhuma área onde se possa proteger do sol ou destas “ondas” de calor. As sombras são escassas e o calor intenso torna qualquer travessia num momento desconfortável nos períodos de maior calor. Se queremos um centro histórico vivo, dinâmico, com comércio tradicional, temos de apoiar quem por cá vive e proporcionar sombras junto........
