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“Bracara Augusta - a Ínsula das...”

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31.03.2026

Braga é uma cidade cheia de encantos e tesouros por descobrir. Muitos deles estão ainda escondidos no subsolo da cidade, enquanto outros, com o passar dos anos, já se encontram a descoberto. Falamos dos vestígios arqueológicos de Bracara Augusta, a cidade romana. Fundada, entre mitos e lendas, pelo Imperador César Augusto, a capital da província da Galécia vai-nos contando a sua história através das descobertas que ainda hoje vão sendo feitas. Sabemos que o centro da cidade romana está localizado sob as proximidades do atual centro histórico de Braga, preenchendo-o com os vestígios dos seus edifícios e atravessando-o com as suas vias romanas. Aos dias de hoje chegam, diretamente de Bracara Augusta, as Termas Romanas do Alto da Cividade (que têm ainda um teatro romano adjacente), a Fonte do Ídolo, a Domus da Escola Velha da Sé, entre outros. Falamos de espaços museológicos que podemos visitar e que desempenham um papel fundamental para a interpretação da vida da cidade romana. Também o Museu D. Diogo de Sousa é conhecido pelo seu espólio romano (entre outros), tendo, inclusive, sido descoberto um mosaico romano no local da sua construção. Desta forma, para além da exposição do museu, destaca-se a particularidade de ter um mosaico in situ. Uma descoberta ímpar na cidade, que confere um especial destaque a este museu. Quem quer conhecer um pouco melhor a história da cidade deve visitar estes espaços, podendo até fazê-lo gratuitamente durante a Braga Romana, uma recriação histórica das nossas origens que decorre no final do mês de Maio. Um novo espaço que expectávamos conhecer no início deste ano é a Ínsula das Carvalheiras. Com mais de 20 anos de investigação, apenas em 2024 é que a Câmara Municipal de Braga aprovou a obra de musealização deste local, no valor de 3.8 milhões de euros. Contudo, as obras, que deviam ser concluídas no final de 2025, viram a sua inauguração ser adiada, por aprovação do executivo municipal, para o final do mês de Agosto. A Ínsula das Carvalheiras trata-se de uma área residencial posta a descoberto, típica da cidade romana. Esta habitação incluiu um impluvium ( género de tanque raso situado no centro do átrio das casas), espaço que tinha como função recolher a água da chuva. Ao longo de algumas fachadas desta casa existem também lojas viradas para o exterior. Se quiser ter uma ideia mais visual/ real desta estrutura, pode fazê-lo ao visitar o Museu D. Diogo de Sousa, que tem exposta uma maquete que ilustra muito bem este tipo de habitação. O município de Braga alega que este será um espaço de visita obrigatória na cidade, afirmando que será uma viagem no tempo, com um centro interpretativo bastante tecnológico, incluindo também um percurso até ao exterior do espaço. Este local terá ainda um parque urbano para usufruto dos cidadãos. Muito ansiamos por este espaço museológico, esperando que integrasse já esta Braga Romana. Contudo teremos de aguardar mais alguns meses, para visitar o que será um ex libris da história da cidade. O edil da cidade afirmou, ainda, a musealização do teatro romano até 2029. Esta é também uma excelente notícia no âmbito da preservação do património da cidade, que nos torna cada vez mais ricos e nos destaca a nível turístico. Aproveitamos, ainda, o foco do executivo municipal para apelar a uma modernização dos espaços museológicos já existentes. Acreditamos que tanto as Termas da Cividade, como a Fonte do Ídolo são espaços que já precisam de uma atualização que os tornem mais atrativos aos visitantes e que convidem os bracarenses a entrar. Braga continua a crescer no turismo, devendo, para isso, continuar a preservar a sua história, em vez de a “voltar a enterrar”, como muitas vezes se fez no passado.

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