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“Tortura Aérea Portuguesa ”

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Está em curso o processo de reprivatização parcial da TAP, lançado pelo Governo em 2025, prevendo a venda de até 49,9% do capital, mantendo o Estado como acionista maioritário; uma fórmula que, pela experiência histórica, tende a significar apenas uma coisa: o contribuinte a preparar-se para mais um episódio prolongado de patrocínio involuntário à aviação nacional. Todavia, não há garantias de que a mesma alguma vez se concretize, pois bastará uma mudança de governo para travar todo o processo. Recorde-se que a primeira vez que se falou do assunto foi há 35 anos, num governo liderado por Cavaco Silva, que aprovou um diploma garantindo que o Estado ficaria com pelo menos 51% do capital. Enquanto isso, a TAP continua a voar no presente com a dignidade possível. Uma simples viagem Porto-Lisboa basta para testar a paciência do cidadão comum: atrasos com a pontualidade de um relógio atrasado, embarques que parecem testes de resistência........

© Correio do Minho