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“A União Europeia tem de despertar...”

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31.01.2026

Os Estados Unidos da América deixaram, de forma inequívoca, de poder ser considerados parceiros fiáveis da União Europeia. Essa rutura consolidou-se com a presidência de Donald Trump, que integrou o país no que designo por eixo do Leviatã, juntamente com a Federação Russa de Vladimir Putin e a China de Xi Jinping. Apesar das profundas diferenças internas entre estas potências, elas convergem numa ambição comum: reorganizar a ordem mundial segundo a primazia da força, da escala e do controlo, seja através do Estado, do mercado total ou da tecnologia.
Falo dos EUA no seu conjunto, e não apenas de Trump, porque foi a maioria do povo americano que o elegeu e continua a apoiá-lo. O problema não reside apenas numa figura individual, mas numa escolha coletiva. Gavin Newsom, governador da Califórnia, afirmou no mais recente Fórum Económico Mundial, em Davos, por cinco vezes, que os líderes europeus são “patéticos” na sua servidão voluntária........

© Correio do Minho