“Afinal, os professores”
Esses seres que habitam o universo sideral da disponibilidade eterna, que fizeram os filhos crescer ao final de semana numa visita fugaz ao lar, doce lar, que se embrenharam na mata densa do sonho da evolução do outro à sua frente, do acrescento e da conquista feita papel de lustre e medalha de cortiça, perceberam que o custo de vida galopante lhes levava a metade restante do fôlego, da vontade e, não parcas vezes, da saúde. A outra metade talvez tivesse ficado desfeita em migalhas de bolacha Maria no prato do chá das 5, entre a indisciplina gritante dos tempos sem modos e a importância das reuniões esmiuçadas em 14 páginas de ata, que devem conter um qualquer golpe mágico da evidência suprema, quando o acordo de paz com o Irão é debatido em 3 singelas laudas. Afinal, os professores descobriram que não compensa a vida de missionário do conhecimento, de exigência e de rigor, quando a balança do outro lado lhes oferece desdém, difamação e baixos salários. Diz o........
