“Perdeu Washington, perdeu Moscovo”
Viktor Orbán exerceu o cargo de primeiro-ministro, na Hungria, durante 20 anos. Primeiro, entre 1998 e 2002, cumprindo apenas um mandato. Voltaria a assumir essas funções, depois de um interregno, desde 2010 até ao último domingo. A sua derrota estrondosa, com o Fidesz (nome do partido que lidera) a passar de 135 deputados para menos de metade, foi interpretada como um sinal positivo em várias capitais europeias. Não é para menos. Ao longo do tempo, Orbán dedicou-se a bloquear sistematicamente as iniciativas da União Europeia. Umas vezes por discordância política, onde lhe reconheço legitimidade, mesmo que discorde da sua posição. Outras vezes – e o motivo cada vez mais frequente – por pura chantagem, como no veto ao apoio financeiro à Ucrânia, com o qual tentou comprar uma isenção das regras europeias para proteção da democracia. “Estado de Direito” não é um conceito vago ou académico. É um fundamento essencial para........
