“Poupança das famílias...”
A propósito do Dia Mundial da Poupança celebrado em fins do ano transato, aborda-se neste texto a evolução da poupança das famílias portuguesas no contexto da União Europeia (UE). A taxa de poupança das famílias portuguesas mede a parte do rendimento disponível que não é gastada em consumo final, sendo calculada através do rácio entre a poupança e o rendimento disponível das famílias. Entende-se, por rendimento disponível das famílias o valor que as famílias dispõem num período para gastar no consumo final ou para poupar. Por sua vez, o agregado macroeconómico “poupança bruta interna” abrange:
(a) poupança das famílias (no caso português, a componente mais relevante da poupança bruta interna);
(b) poupança das Administrações Públicas (no caso português, normalmente negativa, dado as despesas públicas superarem as receitas públicas);
(c) poupança bruta das empresas expressa pelo conjunto da poupança líquida das empresas (lucros retidos/reservas para autofinanciamento) e pelas amortizações (depreciações/reservas compensatórias do desgaste dos bens de capital fixo). A “poupança bruta interna” traduz, assim, o total dos recursos financeiros gerados na economia e que se encontram disponíveis para o financiamento do investimento interno. O investimento interno surge composto pela formação bruta de capital fixo - FBCF (habitação, fábricas e “maquinaria”) e pela variação de existências das empresas. Ora, quanto maior for a “poupança bruta interna” menor será a necessidade de recurso ao financiamento........
