Sem indústria, não há bioeconomia
O Brasil tem uma das maiores biodiversidades do planeta, uma riqueza natural extraordinária que representa também uma vantagem comparativa para o desenvolvimento econômico. Transformar esse patrimônio biológico em inovação, produtos de maior valor agregado, empregos qualificados e novas oportunidades de negócios, depende de um agente fundamental e insubstituível: a indústria.
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Essa reflexão ganha ainda mais relevância e urgência com a realização da 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), em andamento, na Armênia. O encontro internacional tem como prioridades centrais a implementação efetiva do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, o financiamento da conservação ambiental, o uso sustentável dos recursos naturais e a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes do aproveitamento da biodiversidade. O Brasil chega a esse debate reunindo atributos singulares: megadiversidade biológica, forte capacidade científica, indústria inovadora e uma sólida experiência........
