Inteligência artificial não pode julgar
Ando preocupado com o avanço da inteligência artificial no Brasil. Não me refiro ao uso responsável da tecnologia como ferramenta de pesquisa, organização e apoio técnico. O problema surge quando se tenta substituir o pensamento humano pela máquina, especialmente em profissões que dependem de experiência, prudência e sensibilidade.
Nos últimos meses, tornou-se comum a utilização de inteligência artificial para elaboração de petições, contratos, pareceres e outros trabalhos jurídicos. Como advogados, precisamos ter cautela. A tecnologia pode auxiliar, mas não pode substituir a reflexão jurídica. Advogar exige estudo, estratégia, responsabilidade e compromisso com o cliente. O uso exagerado da inteligência artificial corre o risco de banalizar uma profissão construída sobre conhecimento e confiança.
O Brasil que cobra........
