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O veto na ONU mantém cinco governos acima da humanidade

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12.10.2026

Nas últimas semanas, o Reino Unido aderiu à iniciativa franco-mexicana que propõe a restrição voluntária do veto no Conselho de Segurança diante de genocídios, crimes contra a humanidade e crimes de guerra em larga escala. Tornou-se o segundo membro permanente, depois da França, a assumir esse compromisso. A decisão britânica não extingue o privilégio nem altera a Carta da ONU, mas abre uma fissura política na arquitetura de poder criada em 1945. Qualquer amante da humanidade, qualquer pessoa de boa vontade ou simplesmente bem-intencionada pode ver à luz do dia a contradição moral devastadora das Nações Unidas, e venho denunciando-a há muitos anos em meus artigos: a organização concebida para impedir que a humanidade voltasse a conhecer os horrores da Segunda Guerra Mundial entregou a cinco potências o poder de paralisar decisões destinadas a preservar a paz. O direito de veto nasceu como privilégio político e transformou-se num mecanismo permanente de submissão da segurança coletiva aos interesses dos mais poderosos.

Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França conservam, há oito décadas, uma prerrogativa que desafia qualquer concepção democrática de governança mundial. A Assembleia Geral reúne praticamente todas as nações do planeta, mas o Conselho de Segurança, responsável pelas decisões obrigatórias sobre paz e segurança internacionais, pode ser imobilizado pelo voto contrário de apenas um de seus cinco membros permanentes. A vontade coletiva esbarra na conveniência de um único governo.

Considero especialmente revoltante que esses mesmos países ocupem posições privilegiadas na indústria mundial de armamentos.

Segundo o Instituto........

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