menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Lula na Globo: o jornalismo de guerra persiste

27 0
28.08.2026

Iludiram-se os que pensaram, em algum momento da era Bolsonaro, que a TV Globo (por ele perseguida) e outros veículos da grande mídia haviam renunciado ao jornalismo de guerra, restaurando aquele baseado nos cânones fundamentais lastreados no interesse público do conteúdo, na reverência à objetividade e ao equilíbrio e nas boas técnicas apurativas.

Nas sabatinas com os presidenciáveis que antecederam a de Lula, ocorrida ao vivo ontem no Jornal Nacional, a taxa de normalidade jornalística compareceu razoavelmente bem. Na do presidente, não. Nela reapareceram os velhos cacoetes dos tempos mais ásperos, daquilo que, desde 2005 (mensalão, reeleição de 2006 e aloprados, impeachment de 2016 e finalmente a Lava Jato), eu chamo de jornalismo de guerra.

De guerra porque, nele, o objetivo é constranger, emparedar, testar os limites do entrevistado, arrancar dele declarações que contribuam para que o telespectador chegue a uma determinada percepção do entrevistado. Não é informar; é formar opinião identificada com a do veículo.

Os dois entrevistadores-âncoras gastaram praticamente todo o primeiro bloco com tentativas de constranger Lula com perguntas, feitas em ritmo policialesco, sobre a investigação de seu........

© Brasil 247