Filipe Luís e o racismo estilo europeu
Quando Filipe Luís, atual técnico do Flamengo, a respeito de mais um caso de racismo sofrido por Vinícius Júnior e cometido pelo jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, declarou que se trata de apenas “um caso isolado” e que a Argentina não é uma país racista, ele ignora os inúmeros episódios de racismo cometidos por jogadores e torcedores argentinos contra os brasileiros. Tanto dentro, como fora dos campos de futebol. Recentemente, uma turista argentina foi presa no Rio de Janeiro, após cometer injúria racial contra o funcionário de um bar em Ipanema. Na ocasião, a mulher – que é advogada – chamou o atendente de “negro” e fez gestos imitando um macaco em sua direção. Foi apenas o caso isolado de número 112.236.452 de agressões racistas de argentinos contra negros na história da humanidade.
Embora tenha jogado muitos anos na Europa, tenha conhecimento de três idiomas, seja considerado intelectualmente diferenciado pela imprensa esportiva brasileira e tenha sido apontado como uma grande promessa de treinador para o futebol do país, Filipe Luís não possui conhecimento histórico. E sem o mínimo de conhecimento histórico, é impossível adquirir consciência social. O mínimo que seja. É óbvio que o técnico do Flamengo não conhece nada da história dos negros na Argentina, e nem sobre as diversas estratégias utilizadas para dizimar a população preta naquele país. Como, por exemplo, o recrutamento massivo e forçado de homens negros para lutar nas guerras pela independência do país. Sobretudo, nas batalhas do Rio Prata, onde tiveram um papel fundamental. Nas guerras da Independência e do Paraguai, negros eram colocados na linha de frente – os chamados “buchas de canhão” – para que fosse os primeiros a serem alvejados e mortos.
O extermínio da população negra na Argentina foi um projeto de Estado. Negros escravizados e libertos foram incorporados ao exército argentino. Os escravizados iam sob a promessa de........
