Seis motivos para ‘temer’ candidato da extrema-direita da Colômbia
Marcia Carmo, enviada especial do Brasil 247 a Bogotá
O presidenciável Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores da Pátria, gosta de ser chamado de ‘El Tigre’ (O Tigre) e chama suas eleitoras de ‘tigresas’. Advogado de 47 anos, ele acha que assim resume seu estilo masculino – macho latino - que pretende chegar ao palácio presidencial (Casa de Nariño), aqui em Bogotá, com unhas e dentes para combater a criminalidade, com apoio das Forças de segurança, e varrer as políticas implementadas por Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda na história do país. De la Espriella ganhou fama na Colômbia, segundo a imprensa local, como advogado de narcotraficantes e de paramilitares (milícias), e por sua estratégia de comunicação nas redes sociais.
Ele chega no segundo turno da eleição presidencial, neste domingo, como a maior novidade da história recente da política colombiana. No primeiro turno, no dia 31 de maio, o candidato foi o mais votado, recebendo 43,78% dos votos. Seu adversário político, o senador e filósofo Iván Cepeda, aliado de Petro, contou com 40,98% da votação. Os dois disputam a eleição deste domingo (21) num país que tem o histórico dos altos índices de abstenção nas urnas, superando mais de 50%. A seguir os motivos que levam Petro e os eleitores de Cepeda a afirmarem ‘temer’ a eleição de Abelardo de la Espriella.
A Colômbia tem uma relação antiga com os Estados Unidos, que, historicamente inclui, o combate ao narcotráfico e o comércio bilateral. No seu governo, Petro buscou diversificar a relação do........
