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Argentina: 30 mil empresas fechadas desde a chegada de Milei ao poder

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07.10.2026

O rumo econômico da Argentina costuma ser apontado como exemplo a ser seguido na visão da extrema-direita. Mas a realidade do país revela outra dimensão. Em entrevista ao Brasil 247, o economista Hernán Letcher, diretor do think tank ‘Centro de Economia Política Argentina’ (Centro Cepa), disse: “O governo argumenta que está organizando a macroeconomia com poucos efeitos na micro. Mas não concordamos”. Letcher citou dados econômicos e sociais que reforçam o questionamento do propagado sucesso do modelo econômico argentino. “A queda do salário real (de cerca de 10%), a perda de mais de 400 mil empregos públicos e privados e o fato de que um em cada três clientes argentinos está endividado mostram um quadro crítico do país. Além disso, há uma deterioração forte em segmentos da economia como o automotivo, o têxtil e o plástico, por exemplo. Nestes casos, o uso da capacidade instalada chega a ser menos que 40%”, disse.

Nos últimos dias, o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, tem reiterado que a economia do país não cairá em recessão. No entanto, a queda da atividade econômica de quase 3% (2,9%) em julho na comparação com junho deste ano, segundo dados oficiais, mostrou outro comportamento da economia argentina. O banco JP Morgan, dos Estados Unidos, que costuma ser um farol no mundo financeiro internacional, informou aos seus clientes uma projeção de recessão argentina no terceiro trimestre deste ano e estimou que o consumo dos argentinos crescerá apenas 0,4% em 2027 – longe dos 4% previstos pelo governo no projeto de orçamento de 2027.

Para o economista Letcher, do Centro Cepa, de Buenos Aires, há motivos para preocupação com a realidade econômica e social argentina. Quando perguntado sobre........

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