O campeão do terror
O terrorismo é mal definido porque consiste em expediente guerreiro e guerra não pode ser percebida com objetividade certeira: desperta, de forma absoluta, instintos, pulsões e tendências reprimidas; desencadeia violência cega, difícil de ser contida.
Protagonizada por alguns, a guerra envolve a todos, sendo vaga a distinção entre atividade “civil” e atividade “militar”. Corriqueira, é sempre espetacular. Repugna e fascina, alegra e entristece, bestifica e glorifica. Justificada em nome de princípios supremos, ignora valores consagrados, constrói e destrói sociedades. Oferece patrimônio simbólico sacrossanto, legitima o poder político e, enganosamente, nutre esperança de futuro melhor.
Escapando da complexidade do fenômeno, muitos repetem levianamente Clausewitz: a guerra seria a “continuação da política por outros meios”. A distinção arbitrária entre guerra e política lhes permite o conforto de pensar que o objetivo da guerra é a paz, não o exercício do domínio ou a conquista da liberdade.
Clausewitz não foi tão raso. Definiu a guerra como “ato de violência destinado a forçar o adversário a executar nossa vontade”. A vontade dos que guerreiam........
