Privatizar a Sabesp foi um negócio explosivo
A explosão que atingiu casas e deixou feridos no Jaguaré, na zona Oeste de São Paulo, não pode ser tratada como um acidente isolado. A tragédia, provocada possivelmente pela perfuração de uma tubulação de gás durante uma obra da Sabesp, revela um cenário mais profundo e preocupante: a deterioração da capacidade de planejamento, fiscalização e segurança de serviços essenciais, que vem se acentuando desde a privatização da companhia pelo governo Tarcísio de Freitas.
Segundo especialistas ouvidos pela imprensa, o Estado de São Paulo, que ainda mantém 18% das ações da Sabesp, pode estar entre os responsáveis caso as investigações confirmem falhas técnicas, negligência operacional ou ausência de protocolos adequados durante a execução da obra.
Mas, para além da responsabilização jurídica, o episódio escancara um problema que o governo Tarcísio tenta empurrar para debaixo do tapete: afinal, a privatização da Sabesp melhorou efetivamente os serviços prestados à população? Baixada a poeira, a resposta a está pergunta fica óbvia: não.
Desde que o processo de privatização foi........
