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Os impactos da guerra no Irã

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16.03.2026

Ao atacar o Irã sem estratégia, Trump revela o vazio de sua política externa e a submissão a Israel; no Brasil, o impacto imediato é a alta dos combustíveis, que exige do governo Lula coragem para romper de vez com a paridade internacional e proteger a economia popular do choque inflacionário

O ataque de Donald Trump ao Irã continua, sem prazo para terminar. Ao que parece, o presidente estadunidense iniciou uma guerra sem objetivos definidos, motivado pela vontade de demonstrar poderio e pela vaga esperança de repetir sua façanha na Venezuela.

Em vez de sequestrar Ali Khamenei, como fez com Nicolás Maduro, optou por matá-lo, algo que ofende o direito internacional em tantos níveis que é difícil até comentar: sonhava que o regime estaria disposto a negociar sua continuidade em troca do alinhamento com Washington (e Telavive). O desconhecimento que isto revela da situação do Irã, da natureza da República Islâmica e da conjuntura do Oriente Médio não surpreende. Afinal, neste segundo mandato, ele simplesmente afastou os diplomatas e os especialistas das negociações com Teerã, colocando em seu lugar um corretor de imóveis e seu próprio genro.

Agora, ao que parece, ele está atordoado com o desenrolar dos acontecimentos. O jornal Folha de S. Paulo, que ainda consegue surpreender, publicou reportagem sob o título “Casa Branca não esperava resposta agressiva do regime iraniano à guerra”. Caramba, eles recebem uma chuva de mísseis e é a resposta que é “agressiva”?

Como são agressivos, esses iranianos!

Segundo os indícios recolhidos por quem acompanha a política no Império, Donald Trump está esperando uma oportunidade para se proclamar vencedor e encerrar os ataques – sem reconhecer que foi um instrumento da política de Israel e sem assumir novamente a carapuça do TACO (sigla em inglês para “Trump sempre amarela”). A maior potência mundial está à mercê da masculinidade frágil de seu chefe. O problema é que ninguém sabe quando esta oportunidade vai surgir.

No Brasil, a direita tosca de sempre comemorou a guerra. “Ninguém chora pelo Irã”, escreveu o Estadão em editorial, enquanto o mundo via meninas iranianas sendo mortas pelos mísseis estadunidenses numa escola – quase 170 crianças em um único ataque. Mas o universo mental da direita, aqui indo dos........

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