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Da bala perdida à justiça pelas próprias mãos

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30.09.2026

Nos idos de 1998, Camila Magalhães Lima, então com 12 anos, caminhava pelo Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel, de volta para casa, quando foi atingida por uma bala perdida. O disparo veio de um confronto entre assaltantes e seguranças clandestinos que protegiam o comércio local. Camila sobreviveu, mas ficou tetraplégica. Anos depois, os comerciantes que haviam contratado o serviço foram condenados pela Justiça a pagar uma indenização a Camila e sua família. A ação foi ajuizada em face do Supermercado Sendas, do Bar Petisco da Vila e da Drogarias Pacheco. Muitas outras empresas também estavam envolvidas na contratação de seguranças clandestinos.

O reconhecimento da responsabilidade e a reparação obtida pela via judicial mostram justamente a importância de que tragédias como essa sejam submetidas à Justiça, e não resolvidas pela força ou pela vontade de particulares.

Quase três décadas depois, outro episódio de violência extrema expõe uma ferida que continua aberta na cidade. Em Copacabana, Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, foi acusado de furtar uma bicicleta e espancado até a morte. Segundo a investigação, os homens envolvidos atuavam como seguranças clandestinos. O laudo do Instituto Médico-Legal apontou múltiplas lesões provocadas........

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