Mendonça atuou em “causa própria” e para impedir investigação de Flávio Bolsonaro
O ministro André Mendonça tornou-se uma peça central da disputa eleitoral. Ele faz um jogo de tudo ou nada para fortalecer a narrativa da extrema-direita contra o judiciário com o objetivo de beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro e alavancar a eleição de uma bancada majoritária no Senado para impichar ministros do STF.
A ordem ilegal de afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada dos cargos de Diretor-Geral e de Diretor de Inteligência da Polícia Federal [8/9] foi mais uma jogada estratégica, porém de caráter defensivo dele.
A decisão do ministro Flávio Dino [9/9], que menos de 24 depois restaurou a legalidade e reintegrou os diretores afastados aos seus cargos, deixa subentendido que, com sua postura defensiva de paralisar e amordaçar a PF, Mendonça almejava dois resultados.
O primeiro, de proteger-se a si mesmo, cujo juízo de exceção na relatoria dos casos Master e INSS está muito bem documentado nos relatórios de Inteligência da PF que demonstram a parcialidade, enviesamento e direcionamento dele para atingir alvos ligados ao governo sem cometimento de crimes e, por outro lado, proteger bolsonaristas denunciados por crimes.
E o segundo objetivo é impedir, em........
