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Ciro Gomes e o peso das companhias (ou más companhias)

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19.05.2026

“O líder que mostra incoerência naquilo que faz arrasta a sua liderança para o fundo poço.” Cláudia Di’Pigalle, pensadora italiana do século passado.

Os anos eram de chumbo grosso. A origem, o inolvidável 1964, quando um golpe-civil militar apeou do poder da República o gaúcho João Goulart no dia 2 de abril daquele ano. Goulart caiu não por seus defeitos. Muito pelo contrário. A queda se deu em função de suas qualidades. Um presidente rico e herdeiro político do trabalhismo Varguista, que ao ousar implementar as reformas de base mexeu num vespeiro. Desse modo, atraiu para si a fúria do governo Norte-Americano ( o contexto era de guerra fria), da elite nativa (miliares, plutocracia, Igreja, classe média despudorada, grande imprensa – ela, sempre ela: emissoras de rádio, jornalões, revistas e congêneres – e grandes e reacionários latifundiários. Castelo Branco, primeiro presidente do ciclo da ditadura, foi eleito de forma indireta no dia 11 de abril de 64 – o golpe ainda estava bem fresquinho – e tomou posse 4 dias depois.

No discurso de investidura no cargo, o marechal cearense garantiu que entregaria o poder aos civis no dia 31 de janeiro de 1966, lembrando que a eleição presidencial estava prevista para ocorrer em outubro de 1965. Ou seja, o milico sem pescoço e sem palavra atropelou o próprio discurso sem esquecer o que dissera em oratória inaugural do período despótico. Os fatos, para quem achava que o período militar seria tal e qual uma chuva........

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