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China finca a bandeira vermelha

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04.01.2026

Doze dias depois de os Estados Unidos anunciarem um pacote de venda de armas a Taiwan no valor de US$ 11 bilhões, a China colocou em marcha um intimidador exercício militar ao redor da ilha, com um desdobramento coordenado de forças terrestres, navais, aéreas e de foguetes que rompeu com a lógica das demonstrações simbólicas no estreito. A operação, batizada de “Missão de Justiça 2025”, foi apresentada publicamente como um “severo aviso” aos grupos separatistas que buscam a independência de Taipé e às interferências externas — leia-se Estados Unidos e Japão —, mas seu alcance, sincronização e o uso de fogo real em alguns simulacros revelaram que Pequim está disposta a escalar caso alguém se atreva a cruzar, ainda que meio passo, a linha vermelha do “princípio de uma só China”.

A operação militar — inesperada para alguns, previsível para outros — estendeu-se por dois dias e incluiu patrulhas de prontidão para combate marítimo-aéreo, bloqueio de portos e áreas-chave, aproximação de navios e aeronaves, assaltos conjuntos de tropas de múltiplos serviços e simulações de ataques com fogo real, informou reiteradamente o porta-voz do Comando do Teatro de Operações Oriental do Exército Popular de Libertação (EPL), Li Xi.

O professor da Universidade de Defesa Nacional, Zhang Chi, destacou o valor estratégico dos exercícios com fogo real porque, segundo explicou, combinaram o poder dos canhões navais, foguetes de longo alcance e mísseis convencionais; atacaram o transporte de energia essencial e bloquearam os principais portos e bases militares; além de permitirem uma orientação multidirecional ao cercar a ilha de norte a sul e de oeste a leste.

“Isso demonstra nossa capacidade de agir a qualquer momento. Por meio de disparos........

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