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“Um lapso momentâneo da Razão” (Pink Floyd)

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21.09.2026

As relações internacionais resvalam rapidamente para o descontrole. Não se trata mais de crises regionais contidas por canais diplomáticos, mas de uma sobreposição de teatros em que a linguagem jurídica da segurança autoriza o uso da força sem declaração formal de guerra.

O epicentro da crise está no Golfo Pérsico. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em sua rede Truth Social que “Toda uma civilização morrerá esta noite, para nunca mais voltar. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer”, fixando um ultimato para que Teerã aceite reabrir integralmente o Estreito de Ormuz. O ultimato deixou de ser apenas retórico. Trump ordenou à Marinha americana afundar todos os navios que estejam minando o Estreito. A ordem já foi executada em parte com o afundamento de um petroleiro iraniano carregando na Ilha de Kharg, terminal de onde saem 90% das exportações de petróleo do Irã, além de ataques a bunkers, estação de radar e depósitos de munição. Israel, em coordenação, bombardeou pontes e ferrovias usadas pela Guarda Revolucionária. A China, que compra a quase totalidade do petróleo iraniano a preço de desconto para suas refinarias independentes, prometeu forte reação. Pequim e Moscou criticaram a ação americana como ato de guerra unilateral, enquanto aliados europeus pedem contenção. Mesmo com cerca de 300 navios retidos, embarcações com identificação de proprietário chinês continuam forçando a passagem, pois Ormuz é a artéria energética chinesa. Pela primeira vez, Washington não ataca apenas com sanções financeiras, mas destrói fisicamente a cadeia que alimenta a China.

A guerra da........

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