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A Premier League ficou órfã dos seus 'donos'

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13.09.2026

A Premier League habituou-nos a ter donos. Ferguson, Wenger, Mourinho, Klopp, Guardiola… mudavam os clubes, as rivalidades e as épocas, mas havia sempre um treinador capaz de marcar o campeonato à sua imagem. Agora, nenhum deles está lá. E isso é muito mais do que uma mudança de nomes no banco, é o início de uma nova era em Inglaterra.

Pela primeira vez desde 1985/86, o principal campeonato inglês começou sem Alex Ferguson, Arsène Wenger, José Mourinho, Jürgen Klopp ou Pep Guardiola num dos seus bancos. Cinco personalidades diferentes, mas com algo em comum: todos foram suficientemente grandes para mudar o campeonato onde trabalharam. Juntos conquistaram 26 dos 34 títulos deste período, mas fizeram muito mais do que ganhar.

Ferguson transformou o Manchester United numa máquina competitiva. Wenger modernizou o futebol inglês. Mourinho mudou a forma de pensar a estratégia, a organização e até a comunicação. Klopp devolveu ao Liverpool uma identidade emocional e competitiva. Guardiola levou o controlo do jogo e do espaço a um nível que obrigou os outros a adaptarem-se.

Nenhum deles está agora lá. Pela primeira vez em muito tempo, o campeonato mais poderoso do mundo não tem dono e a mudança é profunda. Enzo Maresca sucedeu a Guardiola no Manchester City, Andoni Iraola assumiu o Liverpool, Xabi Alonso chegou ao Chelsea...

À entrada para a quarta jornada já encontramos sinais interessantes. Manchester City e Arsenal lideram com nove pontos. Maresca começa a demonstrar que é possível receber a herança de Guardiola sem ficar esmagado por ela; Arteta confirma a força de um projeto que teve algo cada vez mais raro no futebol: tempo.

No fundo da tabela, Coventry e Fulham ainda procuram o primeiro ponto. O caso do Fulham merece atenção. A equipa perdeu Marco Silva e começou com........

© A Bola