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A equipa que falta

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15.07.2026

Portugal nunca teve falta de jogadores.

Ao longo das últimas duas décadas habituámo-nos a ver portugueses nos maiores clubes do mundo. Tivemos Bolas de Ouro, vencedores da Liga dos Campeões, campeões europeus e jogadores que discutem, todos os anos, o lugar entre os melhores do planeta. Há poucas seleções que possam apresentar um património individual desta dimensão. Se olharmos apenas para o talento, Portugal entra em qualquer competição com legitimidade para pensar em ganhá-la.

O problema é que o futebol nunca se resolveu apenas com talento.

Uma equipa não nasce da soma dos melhores jogadores. Nasce quando esses jogadores deixam de parecer onze carreiras brilhantes e passam a parecer uma ideia comum. Quando cada um melhora o outro. Quando existe uma forma de jogar suficientemente clara para sobreviver aos dias em que o talento individual não resolve tudo.

É por isso que continuo convencido de que Portugal teve, muitas vezes, mais jogadores do que equipa.

Não é uma crítica destrutiva. É apenas uma constatação.

Seria profundamente injusto ignorar aquilo que esta geração conquistou. Ganhou um Campeonato da Europa. Conquistou duas Ligas das Nações. Habituou-nos a discutir qualquer competição com as melhores seleções do mundo. Tudo isso ficará para sempre na história do futebol português.

Mas os títulos não impedem uma reflexão.

Poucas vezes tivemos uma Seleção que impressionasse de forma consistente pelo futebol que praticava. Houve grandes exibições, naturalmente. Houve jogos memoráveis e momentos de enorme qualidade. Mas também houve demasiadas partidas em........

© A Bola