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FC Porto e Sporting: quando um 'não assunto' se torna um problema

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No futebol existem vários caminhos que nos podem levar à vitória. Cada clube define a sua estratégia e a forma como a coloca em prática. Não tenho dúvidas de que quem dirige os clubes pretende ter sucesso. Sendo o futebol um desporto tão emocional, há decisões que os líderes tomam em consciência, mas que os deixam desconfortáveis. Nestes casos, um não assunto pode tornar-se em algo difícil de lidar.

O FC Porto vive duas realidades diferentes. No plano financeiro, ainda atravessa dificuldades, o que obriga a uma gestão muito rigorosa e racional. No plano desportivo, o cenário é mais alegre. O FC Porto voltou a vencer o campeonato num ano que ficou marcado pela chegada de Farioli e pela mudança substancial do plantel. Quando Villas-Boas contratou Farioli, sabia qual o caminho que estava a seguir.

O treinador portista imprime muita intensidade, fisicalidade e disciplina ao seu jogo. Muitas das ocasiões de golo que o FC Porto de Farioli cria surgem na sequência de recuperações altas ou em transições. Os jogadores mais irreverentes e que têm capacidade para desequilibrar no um contra um estão, por norma, nas alas. Num meio-campo que se quer de alta rotação, não há muito espaço para jogadores com perfis diferentes e que tenham como principal atributo a magia. Esta introdução explica a venda de Rodrigo Mora.

No plano financeiro, era fundamental gerar um encaixe substancial que permitisse equilibrar as contas e gerar liquidez para a operação diária ou reforçar o plantel. Na vertente desportiva, todos percebemos que o FC Porto pretendia vender alguém que não tivesse uma enorme influência na forma de........

© A Bola