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O gabinete de comunicação do Benfica adormeceu

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03.03.2026

Numa aldeia distante, existia uma companhia de teatro que era o orgulho de toda a comunidade. A sala onde atuavam estava permanentemente a abarrotar pois a fama da companhia era tal que vinha gente de todo o lado para a ver. Cada peça era um sucesso maior que o anterior.  Mas, um dia, tudo mudou. Com um dos atores residentes doente, a companhia foi buscar para o substituir um jovem de uma aldeia vizinha que, logo após o primeiro ensaio, fez um vídeo nas redes sociais onde informou que se recusava a continuar e acusava o encenador de o ter agredido por se ter esquecido de meia dúzia de falas.

O caos que se seguiu à publicação foi épico. A direção da companhia reuniu-se de imediato e a sua principal preocupação foi defender o encenador. «Há que proteger os nossos», dizia o presidente. «Atacar a reputação de um é atacar a reputação de toda a companhia», reforçava o seu vice. Decidiram então publicar um comunicado onde afirmavam total confiança no encenador e onde, em tom combativo, afirmavam que não tolerariam tentativas de manchar o nome da companhia. No dia seguinte, contudo, o jovem rapaz reiterou as acusações. E o presidente da companhia, em resposta, gravou um vídeo onde o acusava de estar a difamar o encenador que, acrescentava, era «tudo menos um tipo agressivo».

A polémica escalou. A companhia cerrou fileiras na defesa intransigente do encenador, mas, ao contrário do que esperavam, as coisas começaram a correr mal. Os habitantes da aldeia vizinha começaram a afirmar que a companhia estava mais preocupada com a sua reputação do que com a gravidade da acusação e consequente investigação dos factos. E na própria aldeia já se comentava à boca pequena que era estranho a companhia sair em defesa do encenador antes sequer de existirem averiguações dos........

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