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Por um manifesto de resistência offline. Opinião da escritora Safaa Dib

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09.05.2026

Em Amesterdão e noutras cidades europeias surgiu uma iniciativa maravilhosa. O “clube offline” que organiza encontros regulares de pessoas que se juntam para todo o tipo de atividades − leitura, escrita e jogos ou jantares − com apenas uma condição: telemóveis desligados. É tão simples quanto isso, criar um espaço comunitário onde todos possam conectar-se de forma espontânea.

O ato de desligar tornou-se uma necessidade real. Gastamos horas a ver a nossa atenção devorada pelos algoritmos de inúmeras aplicações que passamos o dia a abrir e fechar. Dou por mim a pensar quando foi a última vez que li 50 páginas seguidas sem sentir o impulso de estender a mão em direção ao telemóvel, para verificar as mais recentes notificações. Por acaso, lembro-me exatamente desse dia. Foi a 28 de abril de 2025, mais conhecido como o dia do “apagão”, com todas as redes de comunicação mortas. 

Ao contrário de muitos jovens que querem trazer de volta um passado que nunca conheceram, faço parte da geração que ainda vivenciou a era analógica. Hoje, é........

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