menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Escola Nacional de Bombeiros… que futuro?

15 0
17.09.2026

A Escola Nacional de Bombeiros (ENB) não é, nem pode ser, um território de disputa entre poderes, protagonistas ou agendas institucionais públicas ou privadas. Formar bombeiros significa preparar homens e mulheres para decidir e atuar em ambientes de risco, incerteza e elevada exigência. Significa proteger vidas, património e território.  

A ENB não é apenas uma entidade formadora, mas uma instituição estratégica do sistema nacional de proteção civil. Essa responsabilidade exige autonomia. Autonomia não significa isolamento, ausência de escrutínio ou independência absoluta perante o Estado e as entidades representativas dos bombeiros. Significa capacidade e autonomia para definir prioridades formativas, organizar recursos, atualizar conteúdos e executar uma estratégia pedagógica sem depender de decisões casuísticas, interesses conjunturais ou mudanças constantes de orientação. 

A autonomia técnica e pedagógica deve permitir à ENB identificar necessidades, antecipar riscos e construir respostas coerentes, deve estudar a evolução dos riscos e preparar hoje as competências necessárias para o amanhã. 

A questão central é, por isso, de governação e de financiamento. A estrutura associativa da ENB, participada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), exige cooperação leal, definição clara de competências e respeito pela autonomia da Direção da ENB.  

Mas, inevitavelmente, a governação da Escola deve ser repensada. Uma........

© Visão