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Israel e a paz incerta

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13.08.2026

Há momentos em que a paz pode ser tão difícil de vender politicamente como uma guerra. Israel chegou a um deles. A recusa de Benjamin Netanyahu em aceitar o plano de 15 pontos do Board of Peace de Donald Trump não pode ser lida apenas como mais um episódio da intransigência do primeiro-ministro israelita. Por detrás dela existe uma questão muito mais profunda: depois de 7 de outubro, quem consegue convencer os israelitas de que uma retirada significa paz e não apenas preparar o terreno para a próxima guerra?

O plano parece razoavelmente simples no papel: desarmamento do Hamas, retirada faseada das forças israelitas, uma administração palestiniana tecnocrática e uma força internacional de estabilização. Netanyahu exige que o Hamas esteja genuinamente desarmado antes de qualquer retirada. É uma exigência política, certamente, mas nasce também de uma memória que Israel ainda não conseguiu transformar em passado e ela só aumenta com a incapacidade demostrada pelos EUA na questão do Irão.

O 7 de Outubro destruiu uma das certezas fundadoras do Estado: a de que seria capaz de proteger os israelitas dentro das suas próprias fronteiras. Há........

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