Como acabam as democracias (as manifestações na Europa, vistas por um jovem)
Nos últimos dias, temos assistido a manifestações efervescentes em toda a Europa. Vemos jovens revoltados com os seus governos, com medidas de austeridade, com as condições do ensino, com o preço das casas e com todos os outros entraves à independência económica que enfrentam. Alguns dizem que estão a exagerar, e que “agora perderam a razão”, quando danificam património público ou quando desrespeitam as ordens policiais.
A todos estes políticos, comentadores e figuras públicas que vêm apresentar a sua brilhante e privilegiada análise de que estes protestos “são malvados” porque “queimar caixotes do lixo e grafitar paredes é mau”, eu dou os meus parabéns. Acredito que ninguém nunca tinha chegado a estas conclusões. Não obstante, parece-me que, mesmo com este novo saber elaborado pelos grandes pensadores do nosso tempo, os manifestantes não sairão da rua.
Assim, precisamos de entender o que está a deixar a minha geração tão revoltada. A mesma geração apática e “sem espírito de sacrifício” que tanto........
