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Solidez e diversidade dos caminhos da Gulbenkian

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20.08.2026

Então, continuo esta série de crónicas sobre a Fundação Calouste Gulbenkian. A inicial sobre a sua extraordinária ação ao longo do tempo, no número que a VISÃO lhe dedicou, no seu 70º aniversário; a segunda sobre os seus dois primeiros presidentes: José de Azeredo Perdigão (AP), vitalício, durante 37 anos, seu grande edificador, e António Ferrer Correia (FC – 1993/1998), também muito importante, assegurando uma transição pacífica na “casa”, mantendo tudo de bom feito pelo seu antecessor, e em simultâneo resolvendo alguns problemas surgidos na parte final do seu mandato e promovendo, onde necessária, uma certa modernização.

Acentuei também que FC teve a visão de convidar para administrador o então presidente da Caixa Geral dos Depósitos (CGD) – que em princípio se suporia não aceitar o convite, mas aceitou, presumo que por vir de quem veio (FC, reitor honorário da Universidade de Coimbra, foi seu prof.) e por antecipar o que de facto aconteceria poucos anos depois.  Falo, claro, de…

EMÍLIO RUI VILAR – Quando entrou para a administração da Fundação, em 1996, era desde 1989 presidente da CGD, na qual criou a Culturgest, cujo auditório tem hoje o seu nome. E tinha já um riquíssimo currículo, simultaneamente nas áreas das artes, da cultura, da gestão cultural (Serralves, São Carlos, comissário-geral da Europália, Culturgest), da economia, da política nesse sector e adjacentes (ministro de três governos provisórios e do I Constitucional, presidente da Sedes, do banco Espírito Santo e da GALP, vice-governador do Banco de Portugal).

No entanto, não foi ele, Emílio Rui Vilar (ERV), que sucedeu logo a FC – que tinha 81 anos e, por sua própria proposta, deixou de poder ser eleito presidente ou administrador executivo com mais de 70 anos. E quem lhe sucedeu foi Victor Sá Machado, que entrou na Fundação pela sua mão, em 1961, passando a administrador em 1969. Era o mais antigo, e seguindo a “regra” da casa, foi o escolhido: tomou posse em final de 98, faleceu em abril de 2002.

A sua presidência, além de curta, em minha opinião não teve especial relevância. Numa nota da própria instituição, salienta-se apenas que “procurou humanizar o papel da Fundação na sociedade portuguesa e nos países de expressão portuguesa, tentando chegar aos desprotegidos, aos desfavorecidos e àqueles que não tinham voz”.

Segundo essa “regra” da antiguidade, para lhe........

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