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Prémio Laranja sem Sumo para um Governo perdido a olhar para a Lua

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25.09.2026

Hoje, sobretudo na Ásia Oriental, quase 2 mil milhões de pessoas celebram a oitava lua cheia do ano, a mais brilhante de todas e que abençoa as colheitas. Consoante os locais, chama-se Festa da Lua, Festa do Bolo Lunar ou Festival de Meio do Outono, celebrando a família, os amigos, a prosperidade e a confiança em dias melhores.

Habituei-me a celebrar este dia simbólico nos meus anos de Oriente, quando a China estava a dar os primeiros passos de abertura ao mundo com Deng Xiao Ping a superar os traumas da Revolução Cultural maoista que enfeitiçou tantos jovens europeus, que entretanto envelheceram e engordaram, muitos deles agora convertidos a vários modelos de pensamento neoconservador ou ultraliberal.

Andaram pelo maoismo juvenil figuras como Durão Barroso, Ana Gomes, Pacheco Pereira, João Carlos Espada ou Maria José Morgado, que se desinteressaram quando a China passou a promover a educação de qualidade, a aposta na ciência, a defesa do comércio livre e a recuperar o lugar na economia mundial que tivera até às humilhações imperialistas do século XIX e às sucessivas agressões japonesas entre 1894 e 1945.

A China será naturalmente, dentro de poucos........

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