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Prémio Laranja Doce para o RASI que desmente o alarmismo securitário de Montenegro

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06.04.2026

Ao longo de dois anos de Governo, mas sobretudo na versão 2.0, depois do golpe falhado para repetir a maioria absoluta de Cavaco Silva, Luís Montenegro tem alternado uma incapacidade de ir além de uma estratégia de sobrevivência baseada na distribuição de pequenas benesses a alguns setores da função pública e reduções minimalistas do IRS, com uma relação marcada pela duplicidade e hipocrisia na ligação com a extrema-direita.

Se o partido dos arruaceiros tem sido a bengala útil em matérias económicas, como a concessão de vantagens fiscais às grandes empresas em IRC e ao setor da construção e do imobiliário, com a eliminação do IMT para os jovens até aos 35 anos e a redução do IVA sobre a construção, a mais grave marca da governação de Luís Montenegro tem sido a colonização ideológica do PSD pela agenda da extrema-direita.

A prioridade dada na agenda legislativa às questões migratórias, com o tríptico Lei de Estrangeiros/Lei da Nacionalidade/ Lei do Retorno, e o novo discurso sobre segurança, são os maiores exemplos destas prioridades enviesadas, sobretudo quando se sobrepõem às verdadeiras preocupações dos portugueses comuns, como a dificuldade crescente no acesso à saúde, a explosão de custos da habitação ou o aumento dos preços dos combustíveis.

Como é próprio do discurso populista, alimentado por uma comunicação social cada vez mais tabloidizada, as questões complexas reduzem-se a frases simples profusamente repetidas, mesmo que tenham uma relação distante com a verdade.

Portugal viveria, segundo André Ventura, muitas vezes ecoado pelo Governo, um grave surto de aumento de criminalidade e de perceção de insegurança. Por outro lado, o crescente número de residentes estrangeiros seria a grande causa do aumento da criminalidade, causada por imigrantes que basicamente........

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