Prémio Laranja Amarga para o Governo de braços cruzados para a economia à beira do abismo
Passaram esta semana dois anos sobre a magra vitória eleitoral da AD nas eleições de 10 de março de 2024, convocadas em parceria por Marcelo Rebelo de Sousa e por Lucília Gago, que deram início à experiência governativa mais minoritária da nossa história democrática.
Mas, surpreendentemente, ao fim de dois anos de distribuição de rendimentos, de redução de impostos, aumento dos salários reais e com o emprego ao nível mais alto de sempre, o modelo de permanente campanha eleitoral de Luís Montenegro parece esgotado e as duas sondagens publicadas na última semana mostram a erosão do apoio da AD, em empate técnico triangular com o PS e o Chega, apesar da ligeira vantagem dos socialistas numa delas.
Nestes dois anos, Luís Montenegro desbaratou a sua credibilidade, enredado na permanente tentativa de fuga ao escrutínio no caso Spinumviva, deu o flanco à sua ala direita com as acusações de Passos Coelho e de outros de falta de espírito reformista, foi incapaz de definir um aliado preferencial, oscilando entre a cedência à agenda populista em matéria de politica migratória e nas benesses fiscais às grandes empresas ou ao setor imobiliário e a dependência, não valorizada, do PS para a viabilização do Orçamento do Estado.
Criou-se uma imagem de um Governo muito impreparado, largamente incompetente, com uma agenda política e legislativa paralisada (Lei da Nacionalidade / Código de Trabalho / Reforma do Estado) e que se mostrou sempre incapaz e caótico na resposta a situações de crise, como os incêndios de 2024 e de 2025, o apagão elétrico de abril de 2025 e as recentes tempestades na........
