Prémio Laranja Amarga para o bluff da Reforma do Estado
Tal como no primeiro Governo de Montenegro a prioridade absoluta era a Saúde, com o desastre que se conhece, a grande novidade e aposta política do Governo Montenegro 2.0 foi a Reforma do Estado, com a criação de um ministério especialmente dedicado ao feito e a nomeação de um ministro-estrela vinda do melhor da academia e da Fundação Francisco Manuel dos Santos, conhecida entidade de brand washing do grupo Jerónimo Martins.
Na passada sexta-feira, o ministro esteve na Assembleia da República num debate setorial sobre a sua área governativa e o maior sinal do emproado vazio em que se tornou a sua atividade foi que ninguém ligou ao assunto.
Em julho, antes do retiro estival do Governo, interrompido apenas pela conjugação infeliz da festa do Pontal com os piores incêndios florestais desde 2017, o ministro apresentou uma gloriosa linha de ação que passava pela radical aposta tecnológica culminando na nomeação de um todo-poderoso CTO (Chief Technology Officer) do Estado, a reforma orgânica de todos os ministérios até junho de 2026 e passos decisivos no sentido da modernização administrativa.
Ainda não se notou a ação do CTO do Estado, que se revelou apenas um cognome pomposo para o cargo de Presidente da antiga AMA-Agência para a Modernização Administrativa, cujas competências herdou e em que não conseguiu ainda superar as filas de centenas de metros na Loja do Cidadão das Laranjeiras.
Igualmente estranho, com tanta aposta na tecnologia, é que vários programas de base tecnológica como o “Empresa na Hora” estejam paralisados ou que na semana passada não tenha sido possível aos juízes concluir as........
