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Como ganhar as eleições do Brasil, por um analista político

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24.10.2026

As eleições presidenciais de 2026 não serão decidida pelas militâncias consolidadas de Lula ou Flávio Bolsonaro, mas por um contingente silencioso e fragmentado: os 48,1 milhões de eleitores que, na primeira volta, disseram “não” a ambos. O destino do Palácio do Planalto está nas mãos de quem preferiu a abstenção, o voto em branco, o nulo ou candidatos alternativos, transformando a etapa final numa caçada milimétrica por um eleitorado que, na sua essência, não se sentiu representado pelas duas forças majoritárias. 

A geografia da abstenção desponta como o fiel da balança mais crítico desta disputa. Com 21% de eleitores ausentes nacionalmente na primeira etapa, a mobilização no dia 25 de outubro carrega pesos assimétricos. O Nordeste já operou com baixas taxas de ausência, o que limita o teto de expansão de Lula. Por outro lado, as áreas mais populosas onde Flávio Bolsonaro teve vantagem estreita apresentam maior potencial numérico de resgate de votos ausentes. Vencer a segunda volta tornou-se, portanto, uma operação de logística e........

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