Como ganhar as eleições do Brasil, por um analista político
As eleições presidenciais de 2026 não serão decidida pelas militâncias consolidadas de Lula ou Flávio Bolsonaro, mas por um contingente silencioso e fragmentado: os 48,1 milhões de eleitores que, na primeira volta, disseram “não” a ambos. O destino do Palácio do Planalto está nas mãos de quem preferiu a abstenção, o voto em branco, o nulo ou candidatos alternativos, transformando a etapa final numa caçada milimétrica por um eleitorado que, na sua essência, não se sentiu representado pelas duas forças majoritárias.
A geografia da abstenção desponta como o fiel da balança mais crítico desta disputa. Com 21% de eleitores ausentes nacionalmente na primeira etapa, a mobilização no dia 25 de outubro carrega pesos assimétricos. O Nordeste já operou com baixas taxas de ausência, o que limita o teto de expansão de Lula. Por outro lado, as áreas mais populosas onde Flávio Bolsonaro teve vantagem estreita apresentam maior potencial numérico de resgate de votos ausentes. Vencer a segunda volta tornou-se, portanto, uma operação de logística e........
