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O tempo e a ansiedade

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03.02.2026

A intempérie que se abateu sobre o País destruiu tudo à sua passagem. Sabia-se que ia ser grave. Ninguém se atreveu a anunciar a sua dimensão. A tempestade Kristin mostrou-se com tal violência, intensidade e de tal forma que será invocada por muito tempo.

A noite de 27 para 28 de janeiro tem sido o marco para uma discussão onde se procura encontrar culpados. Mas como o vento não pode ser criticado busca-se quem está à mão, o Governo.

Porque o Governo não avisou. Apenas a Proteção Civil, que andou por serviços noticiosos durante quase uma semana. Porque o aviso emitido não era suficientemente agressivo e adequado à agressividade da tormenta. Porque o estado de prontidão de dia 27 não era assaz poderoso para o poder demonstrado pela ventania desenfreada e a chuva que a acompanhava. Porque apenas se esperavam ventos que podiam ser dos 140 a 160 km/h e não os 200 km a que se chegou. A tal “ciclogénese explosiva” que, afinal, ainda ninguém sabe o significado de tal palavrão. Exceto as pessoas que a sofreram.

Milhares sem eletricidade e água. Habitações destruídas, telhados que........

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