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'Há menor disposição para trabalhar em canteiro de obras', diz CEO da Tenda

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14.02.2026

Editado por Stéfanie Rigamonti, espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão

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'Há menor disposição para trabalhar em canteiro de obras', diz CEO da Tenda

Rodrigo Osmo afirma que escassez de funcionários no mercado imobiliário é um problema geracional

Executivo está otimista, por outro lado, com a reforma tributária, que para ele vai estimular a industrialização do setor

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A escassez de mão de obra é um assunto que preocupa o setor produtivo como um todo no mundo, especialmente o da construção civil. Executivos têm diversos palpites para a causa desse problema. Para Rodrigo Osmo, CEO da Tenda Construtora, a dificuldade do mercado imobiliário em atrair funcionários passa por uma questão geracional.

Mesmo considerando os salários do setor atrativos, Osmo diz que alguns arranjos de trabalho com maior flexibilidade, e que não são aplicáveis à construção civil, acabam pesando mais na balança das gerações atuais.

"As pessoas têm uma disposição menor para trabalhar em canteiros de obras. Os funcionários da construção civil estão ganhando muito bem, mas é uma função que demanda bastante", disse em entrevista ao Painel S.A..

O custo atual da mão de obra, inclusive, será explosivo com o tempo para o executivo, que afirma que esse é um fator que precisa ser discutido e enfrentado.

Osmo está otimista, por outro lado, com a reforma tributária. Com uma visão que destoa da maior parte do setor, ele acredita que as mudanças são positivas para estimular a industrialização do mercado imobiliário.

A escassez de mão de obra qualificada também está afetando a Tenda? O setor inteiro sente isso. É uma questão crônica e não vai melhorar. Olhando para a inflação da mão de obra, ela está em quatro pontos acima do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Não há perspectiva de melhora no futuro. Extrapolar uma inflação a esse nível para o resto da vida é explosivo. É um tema para se enfrentar daqui para frente.

Por que falta mão de obra no setor? É uma questão geracional. As pessoas têm uma disposição menor para trabalhar em canteiros de obras. Os funcionários da construção civil estão ganhando muito bem, mas é uma função que demanda bastante e exige uma ética de trabalho estrita. Hoje, existem alguns arranjos que dão maior flexibilidade para o funcionário e muitos preferem esses sistemas, que não fazem sentido aqui [no setor imobiliário]. Eles são o novo normal —não somente no Brasil como no mundo.

Como o fim da escala 6x1 se insere nesse contexto? Entendo o apelo da pauta, mas falando como cidadão, e não somente como executivo da Tenda, acho que o Brasil tem, historicamente, um problema muito grande de produtividade e a mudança da escala 6x1 vai na contramão de mudar isso. Eu, como cidadão, não gosto.

Há tensão no setor com a reforma tributária. Qual é sua visão sobre o assunto? A Tenda tem uma visão bastante particular e muitas vezes diferente do setor em relação a isso. A reforma tributária foi maravilhosa para o mercado imobiliário. Independentemente de haver ou não aumento da carga tributária, o que a reforma traz é uma racionalização dos tributos para que eles não influenciem negativamente o arranjo produtivo. Da forma como os tributos do setor estão ordenados hoje há um incentivo para operar com fornecedores pequenos e intensivos em mão de obra. Quando há uma solução mais industrializada, vem junto uma carga tributária muito grande.

A reforma, então beneficia a Alea, marca da Tenda de casas industrializadas. A empresa vai continuar apostando forte nela? Sim porque ela endereça muitos problemas existenciais da construção civil. Em primeiro lugar, 70% da formação de famílias no país acontece em cidades com predominância de casas. Mas quase todas as incorporadoras listadas na Bolsa trabalham com prédios. A Alea está focada nessa demanda, cuja produção é muito complexa e mal atendida. Apostamos que a Alea possa ser um negócio até maior do que a Tenda.

A marca atende a demanda de programas governamentais? Muitas casas que fabricamos na subsidiária são para o Minha Casa, Minha Vida. Também respondemos ao chamamento do governo Tarcísio de Freitas, em São Paulo, para participar da construção de casas industrializadas com o Casa Paulista.

Em ano eleitoral, quais os riscos de uma mudança de poder para o Minha Casa, Minha Vida? Eu acho que o risco político de uma descontinuidade do programa hoje é muito pequeno. No início do Minha Casa, Minha Vida, havia um temor de que, como foi uma iniciativa do governo petista, o programa poderia ser afetado em outros mandatos. Mas nós passamos por várias vertentes políticas desde então. Tivemos o governo Temer e o governo Bolsonaro e todos eles abraçaram o programa e enxergaram o potencial social, econômico e político dele.

Rodrigo Osmo, 49 1976, São Paulo Graduado em engenharia química pela Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), com MBA pela Harvard Business School, é diretor-presidente da construtora Tenda desde 2012, além de ser membro coordenador dos comitês executivos de investimentos e ética da empresa. Atuou como diretor de desenvolvimento de negócios e diretor financeiro da Gafisa, e foi diretor-superintendente da Alphaville Urbanismo.

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