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O ovo, a galinha e o jogo agressivo de João Fonseca

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11.05.2026

O ovo, a galinha e o jogo agressivo de João Fonseca

Um dos grandes desafios de analisar um jogo ou um atleta é resistir à tentação de fazer essa avaliação de trás para a frente. Evidentemente, o resultado final - a última parte dessa equação - precisa ser levado em consideração, mas seu peso não pode ser tão grande a ponto de "poluir" o resto da observação sobre o que acabou de acontecer. Não pode apagar o que deu certo ou errado.

Avaliar a derrota de João Fonseca em sua estreia no Masters 1000 de Roma, com tudo que aconteceu - todo drama, os altos e baixos, os break points perdidos e o match point salvo - e toda carga emocional que envolve o fã brasileiro de tênis, tem desses riscos. Mas eu divago. Voltarei a este tema alguns parágrafos adiante. Sobre o jogo: Hamad Medjedovic foi mais agressivo e acabou recompensado com winners no tie-break do terceiro set. Um duelo decidido em um punhado de pontos. O placar final foi de 3/6, 6/3 e 7/6(1).

O sérvio computou 39 winners e 49 erros não forçados. Arriscou mais e errou mais, mas venceu. Fonseca acumulou 24 bolas vencedoras e 23 falhas não forçadas. Agrediu menos, errou menos e perdeu. Houve cenários semelhantes nas duas derrotas anteriores. Contra Rafael Jódar, em Madri, o carioca somou 20 winners e 26 erros não forçados. O espanhol acumulou 29 em ambos quesitos. Uma semana antes, em Munique, contra Ben Shelton, aconteceu o mesmo. Com 18 winners e 26 erros não forçados, o brasileiro foi superado pelo americano, que somou 30 e 32,........

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