Tesouro passa a render mais para novos investimentos; saiba o que fazer
Tesouro passa a render mais para novos investimentos; saiba o que fazer
Desde o início da guerra no Irã, o Tesouro Direto tem aumentado o retorno para novos investimentos em alguns títulos.
Por outro lado, quem já tinha esses títulos, se resgatar agora, terá uma pequena perda em comparação com o período logo antes da guerra.
Na coluna de hoje eu explico quais títulos estão rendendo mais ou menos e por que esse fenômeno ocorre.
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Quais títulos sofreram variação?
Os títulos do Tesouro Direto sofrem pequenas variações todos os dias, mas, algumas vezes, essas oscilações são maiores, por influência de acontecimentos no Brasil ou no mundo.
Nos últimos dias, a guerra no Irã tem provocado variações significativas nas rentabilidades.
Basicamente, os títulos prefixados e os indexados à inflação ficam mais atraentes para novos investimentos, mas geram pequenas perdas para quem já tinha esses papéis.
Entre os títulos do tipo Tesouro Prefixado, o papel com vencimento em 2037 voltou a pagar rendimentos acima de 14% ao ano para novos investidores. Logo antes da guerra, esse título pagava cerca de 13,5%.
Entre os indexados à inflação, a maior variação veio do Tesouro IPCA, com juros semestrais e vencimento em 2035. Quem investisse dia 27 de fevereiro, antes do ataque ao Irã, teria uma rentabilidade de inflação de mais de 7,27%, Na última sexta-feira (6), chegou a 7,68%. O forte aumento das taxas fez o Tesouro suspender as negociações no final do dia.
Tesouro perde valor para quem já tinha investido
Se, por um lado, a rentabilidade melhora para novos investimentos, por outro, quem já tinha esses papéis acaba vendo uma pequena perda de valor.
Por exemplo, quem investiu logo antes da guerra (dia 27 de fevereiro), se for resgatar agora, terá um prejuízo de 3%, aproximadamente, em qualquer um dos dois títulos que citei acima.
A perda, no entanto, só existe se for feito o resgate antecipado. O investidor que mantiver o dinheiro aplicado até a data de vencimento receberá exatamente a rentabilidade que estava definida no momento da aplicação.
Por que ocorrem essas oscilações?
A rentabilidade dos títulos prefixados e indexados à inflação não é dada pelo Tesouro, mas, sim, pelos próprios investidores.
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Quando um investidor quer comprar um título com rentabilidade de 14% ao ano e outro quer vender um papel com essa rentabilidade, dá negócio.
Sempre que é fechado um negócio entre investidores, essa informação é registrada e disponibilizada no site do Tesouro Direto.
Esse processo é chamado de "marcação a mercado", pois marca-se qual taxa de rentabilidade está sendo negociada no mercado.
Quando a rentabilidade sobe ou desce?
Em geral, a rentabilidade para novos investimentos sobe quando investidores revisam para cima suas perspectivas para a taxa básica de juros, a Selic.
Por exemplo, digamos que um investidor acredite que a taxa Selic média dos próximos 11 anos será de 14% ao ano. Por que ele aplicaria em um papel que pagasse 13,5% ao ano no período? Seria preferível investir no Tesouro Selic, que, como diz o nome, segue a taxa Selic (que, na cabeça dele, pagará 14%).
Nesse cenário hipotético, se todos os investidores pensassem dessa maneira, não haveria negócio com um título que rendesse 13,5%. Dessa forma, quem quisesse vender um título teria que oferecer papéis com taxa superior. Por exemplo, 14%.
Foi isso que ocorreu com o Tesouro Prefixado 2037. Até o final de fevereiro, os negócios estavam sendo fechados com uma taxa em torno de 13,5% ao ano. Mas o número foi aumentando até superar os 14% na sexta-feira (6).
A melhor forma de se proteger frente a essas oscilações é entender que nenhum papel está livre de risco.
Se você ficar apenas nos pós-fixados (como o Tesouro Selic), sua rentabilidade vai diminuir em caso de queda da taxa Selic.
Se ficar só nos prefixados, pode perder poder de compra se a inflação subir. E se ficar só no indexado à inflação, pode perder oportunidades em caso de alta da Selic.
A forma mais segura de proteger o patrimônio a longo prazo, para quem quer ficar na renda fixa, é compor uma carteira com papéis pós-fixados e indexados à inflação. Assim, um título compensa o outro em caso de variação da Selic. A sua rentabilidade final será uma média entre os seus títulos pós-fixados e os indexados à inflação.
Mas saiba que os títulos indexados à inflação, assim como os prefixados, só são seguros se você puder aguardar até a data de vencimento. Caso as datas de vencimento sejam todas muito distantes para as suas possibilidades, é mais seguro ficar só no pós-fixado, mesmo.
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