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Bolsa brasileira, CDB e até Tesouro Direto batem Bolsa dos EUA em 5 anos

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26.03.2026

Bolsa brasileira, CDB e até Tesouro Direto batem Bolsa dos EUA em 5 anos

Já ouviu falar que investir no exterior é fundamental para proteger ou expandir o patrimônio?

Inúmeros influenciadores têm espalhado essa ideia nas redes sociais, muitas vezes patrocinados por empresas que ganham dinheiro com pessoas físicas interessadas em investir no exterior.

Já vi gente dizendo para investir no exterior porque o dólar está subindo e, depois, quando a moeda americana cai, a mesma pessoa diz para investir no exterior porque o dólar está caindo.

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Na coluna de hoje, trago alguns dados que mostram que a realidade não é bem assim.

Quanto rendeu nos últimos cinco anos

Nos últimos cinco anos, o índice S&P 500 Total Return, que calcula o retorno do investimento na Bolsa americana com reinvestimento de dividendos, acumulou rentabilidade total de 82,1%.

No mesmo período, o dólar caiu 5,48%. Dessa forma, quando convertido para reais, o indicador do mercado de ações dos Estados Unidos acumulou alta de 72,04% nos últimos cinco anos, o que resulta em um ganho líquido de 61,2%.

Enquanto isso, quem investiu no Tesouro Selic, uma das aplicações mais conservadoras do Brasil, acumulou ganho líquido de 64,5%. Já um CDB com rendimento de 105% do CDI teria um ganho de 64,7%, descontado o Imposto de Renda.

O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, avançou 62,3% nos últimos cinco anos, mas, como ele não considera o reinvestimento de dividendos, não pode ser comparado diretamente ao indicador americano citado acima.

Como alternativa, podemos usar como referência o Idiv, índice que reúne empresas pagadoras de dividendos e considera o reinvestimento desses proventos.

Nos últimos cinco anos, o Idiv acumulou ganho bruto de 103,5%, o que corresponde a um retorno líquido de 88%.

Tanto o Idiv quanto o S&P 500 Total Return consideram o reinvestimento dos dividendos e a variação do preço dos papéis.

Por que isso aconteceu?

O que deu vantagem aos investimentos brasileiros, em comparação com os americanos, foi a combinação de três fatores: queda do dólar, alta da Bolsa brasileira e juros mantidos em patamar elevado.

Desde janeiro de 2025, a queda do dólar foi de 15,3% em relação ao real. Isso anulou, com folga, os ganhos da Bolsa americana (13,7%, incluindo os dividendos), quando o retorno foi convertido em reais.

Entenda como as mudanças no mercado e na economia afetam o seu bolso. Toda quinta

No mesmo recorte, o Ibovespa subiu 51,5%, e o Idiv, 45,6%. Já o Tesouro Selic avançou 18%, devido ao alto patamar da taxa básica de juros, a Selic, que estava em 15% ao ano até a semana passada e caiu para 14,75% a partir da última quinta-feira (19).

Investir nos EUA é ruim?

Os dados mostram que investir nos EUA nem sempre é melhor do que investir no Brasil. Aliás, se fosse sempre melhor, simplesmente não existiria investimento no Brasil. O mercado local seria muito menor.

Da mesma forma, não se pode dizer que investir nos EUA é sempre ruim. Em 2024, por exemplo, o S&P 500 Total Return teve ganho de 59,9%, ficando acima do Ibovespa (-10,4%), do Idiv (-2,3%) e do Tesouro Selic (+11,28%).

O objetivo desta coluna é ajudar você a não cair em discursos simplistas de que, se não investir no exterior, estará, necessariamente, prejudicando o seu patrimônio. Depende muito dos ativos que você escolhe, tanto aqui quanto lá.

Tem alguma dúvida sobre investimentos? Me siga no Instagram e envie uma mensagem por lá. Sua pergunta poderá ser respondida nesta coluna.

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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