Vibrante e histérico, "Street Fighter" prova que cosplay não é cinema
Vibrante e histérico, "Street Fighter" prova que cosplay não é cinema
"Street Fighter" já teve seu momento como fenômeno. Em meados dos anos 1990 dava para torrar uma fortuna em fichas e transformar fliperamas em ringues digitais improvisados. A nova adaptação para cinema, vibrante e colorida, se esforça para repetir a mesma vibe. Mas um filme precisa, antes de mais nada, ser um filme.
O problema com essa fantasia de ação dirigida por Kitao Sakurai é o mesmo que aflige a esmagadora maioria das adaptações de jogos de luta: a ausência de qualquer trama. Claro, quando um game se torna popular - seja "Street Fighter", "Mortal Kombat" ou "Tekken" - seus criadores bolam alguma mitologia em livros e gibis. É o tempêro que dá sabor ao que é basicamente duas figuras lutando.
Uma narrativa, porém, não se sustenta com isso. Precisa de personagens, motivações, arco dramático, o pacote completo. A adaptação de 1994, Van Damme à frente, ao menos inventou uma guerra civil num país fictício, mas faltou trazer qualquer semblante do game para justificar o título. Desta vez, o filme acerta nas caracterizações........
