De Mario a Michael, de Gosling a Meryl, o cinema (aos poucos) se recupera
De Mario a Michael, de Gosling a Meryl, o cinema (aos poucos) se recupera
Platéias entusiasmadas, filas imensas, pipoca, diversão e cinemas cheios. O hábito de juntar a turma e encarar duas horinhas (para mais ou para menos) numa sala escura acompanhado de estranhos tem se tornado novamente parte da rotina de plateias em todo o mundo. Embora ainda longe de trazer números superlativos como nos anos pré pandemia, o cinema aos poucos demonstra sinais de recuperação. O melhor de tudo: com filmes que quebram a hegemonia dos grandes espetáculos que pareciam dominar sozinhos a programação.
Os exemplos seguem em cartaz. "O Diabo Veste Prada 2" estreou aos cinemas mundiais cravando uma bilheteria de polpudos US$ 233 milhões, estacionando um pouco à frente de "Michael", já em sua segunda semana. A cinebiografia do Rei do Pop, por sinal, já soma US$ 420 milhões com apenas duas semanas em cartaz. Números generosos também acompanham "Super Mario Galaxy" (US$ 897 milhões), "Devoradores de Estrelas" (US$ 638 milhões) e "Pânico 7" (US$ 207 milhões). No Brasil, o último fim de semana viu quase 4 milhões de pessoas optarem pela sala escura como diversão.
Os números são promissores. Nos primeiros três meses de 2026, as bilheterias no mercado norte americano somaram pouco mais de US$ 1,77 bilhões, marcando o ponto de partida mais forte para o cinema desde que as medidas de prevenção à Covid mantiveram a população em casa. Foi um alívio para uma retomada, até então, lenta, deixando produtores, distribuidores e exibidores, que viram parte de seu negócio migrar para o streaming, ouriçados. Estudos da empresa de auditoria Price Waterhouse sugerem um respiro mas apontam........
