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Os Silvas de Aguinaldo: quem são Zé e Virgílio, coautores de 'Três Graças'

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03.04.2026

Os Silvas de Aguinaldo: quem são Zé e Virgílio, coautores de 'Três Graças'

Na teledramaturgia brasileira, o sobrenome Silva é sinônimo de audiência e prestígio. Da cabeça criativa e das mãos inquietas de Aguinaldo Silva saíram novelas que marcaram a história da TV, como "Tieta", "A Indomada" e "Senhora do Destino", e ele ainda fez parte do desenvolvimento de sucessos absolutos, como "Roque Santeiro" e "Vale Tudo".

Mas em "Três Graças", que acaba de ganhar o prêmio de Melhor Novela no Troféu Melhores do Ano, Aguinaldo não é o único Silva responsável pelas peripécias de Gerluce e Arminda, que têm ganhado elogios da crítica especializada e conquistado os fãs de folhetim.

Ao lado do veterano, dois outros "Silvas" assumem o posto de autores titulares: Zé Dassilva e Virgílio Silva. Embora o destino os tenha unido no Rio de Janeiro, suas trajetórias começaram longe dali, entre redações de jornalismo, charges e reportagens de rua.

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Zé Dassilva, natural de Criciúma, Santa Catarina, traz no DNA a curiosidade do jornalista e a síntese do desenhista. Antes de chegar ao horário nobre, trabalhou 27 anos em jornais fazendo charge.

"O jornalismo e a novela têm esse negócio da produção diária. Uma hora o jornal tem que descer para a gráfica. No jornalismo e na novela, você sai de um texto um dia e entra no outro no dia seguinte; sempre tem uma nova chance de acertar", define Zé.

A entrada de Zé Dassilva na Globo aconteceu no ano 2000, via oficina de humor, o que o levou a escrever para fenômenos como "Casseta & Planeta" e "Sai de Baixo". Mas o "clique" para as novelas veio de uma admiração antiga.

Aos 18 anos, ele leu uma entrevista de Aguinaldo e vislumbrou um caminho: "Caramba, ele saiu do jornalismo, escreve novela e usa o olhar de jornalista para o de novelista. Talvez fosse um caminho bacana para trilhar".

O encontro definitivo aconteceu após Zé vencer um concurso de roteiros promovido por Aguinaldo. O roteirista, que tinha passado pela equipe de "Malhação", foi convocado pelo veterano para o time de colaboradores de "Império" (2014). A estreia nos folhetins não poderia ter sido mais auspiciosa: a trama levou o Emmy Internacional de Melhor Novela. "O tempo em "Malhação" foi valioso para me moldar no melodrama, mas o esquete de humor ajuda a ver como fazer uma cena sempre atrativa. O humor não admite o erro", explica Zé.

Se Zé veio do humor, Virgílio Silva veio do vídeo. Jornalista de formação em Brasília, Virgílio foi repórter da Globo e editor-chefe no SBT antes de mergulhar na ficção. Seu encontro com Aguinaldo se deu em 2010, durante uma Master Class sobre criação de novelas promovida pelo autor.

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"Eu falava para ele: quero trabalhar com você e tirar vantagem no sentido de te sugar ao máximo como roteirista. Nem que seja segurando o guarda-chuva para te proteger do sol, eu quero aprender", recorda Virgílio, que foi pesquisador de "Império" (2014) e colaborador de "O Sétimo Guardião" (2018).

Fiel escudeiro, Virgílio acompanhou Aguinaldo quando o autor encerrou o contrato com a Globo em 2020. Virgílio ajudou o novelista em projetos paralelos, livros e até na biografia do empresário Rubens Ometto. Em "Três Graças", ele vê a realização de um sonho que, por vezes, ainda lhe parece onírico. "Receber essa parceria é um presente. É um sonho que ainda parece sonho. Apesar da ansiedade, tem uma leveza, um sabor bom", confessa.

Para Virgílio, o maior aprendizado com o "camisa 10" da teledramaturgia é a estrutura. "Aguinaldo tem uma habilidade incrível. Escreve a cena 2 e já sabe que na cena 18 vai continuar aquela história. Eu leio as escaletas dele como um espectador que quer se divertir; você lê de cabo a rabo sem querer parar".

Sobre a dinâmica de trabalho no "puxadinho dos Silvas", a generosidade é a palavra de ordem. Aguinaldo, reconhecendo o empenho dos parceiros durante os anos de desenvolvimento do projeto, decidiu dividir a autoria. "Foi uma coisa que partiu dele, a gente nunca pediu", revela Virgílio.

Com "Três Graças" voando alto, Virgílio curte os momentos finais do desenvolvimento da trama. "A gente esperava que as pessoas gostassem da novela, mas elas abraçaram as Três Graças de um jeito tão carinhoso, tão respeitoso, que superou nossas expectativas. Cada crítica, cada comentário nas redes sociais, e também nas ruas, chegam na gente de um jeito tão especial, que só nos dão mais ânimo pra caprichar ainda mais na história."

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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