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Demissões da Pixar expõem a crise de um estúdio que vivia de inovar

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23.07.2026

Demissões da Pixar expõem a crise de um estúdio que vivia de inovar

A atual crise de Hollywood não poupa ninguém. Nesta semana, a Disney realizou uma nova rodada de demissões em massa, com centenas de funcionários desligados. A divisão mais afetada do conglomerado é a Pixar Animation Studios, que perdeu 10% de seus cerca de 1.100 funcionários, segundo a imprensa americana.

Justamente o estúdio que acaba de entregar um sucesso estrondoso, com quase US$ 1 bilhão (R$ 5,05 bi) arrecadado mundialmente e uma das maiores bilheterias do ano nos cinemas. Acontece que esse resultado ajuda a explicar justamente por que a Pixar está em crise.

Essa não é a primeira rodada de demissões da Disney, apenas a mais recente. Desta vez, os cortes atingiram a National Geographic, a ESPN — incluindo diversas posições ligadas à recente aquisição da NFL Network — e, claro, a Pixar.

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O CEO do grupo, Josh D'Amaro, não se pronunciou. Contudo, um comunicado enviado na leva anterior de cortes, em abril, dá algumas pistas sobre as motivações da companhia. "Nos últimos meses, analisamos maneiras de simplificar nossas operações em diferentes áreas da empresa para garantir que continuemos entregando a criatividade e a inovação de nível mundial que nossos fãs valorizam e esperam da Disney", afirmou o executivo à época.

Diante da velocidade com que nosso setor evolui, precisamos avaliar constantemente como construir uma equipe mais ágil e preparada para usar tecnologia, capaz de atender às demandas do futuro Josh D'Amaro, CEO da Disney

Nas entrelinhas, pesam dois fatores importantes.

O primeiro é o advento da inteligência artificial. Enquanto o lado mais visível da tecnologia segue sendo vídeos........

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