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GPs do Bahrein e da Arábia Saudita ainda podem acontecer; entenda

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20.03.2026

GPs do Bahrein e da Arábia Saudita ainda podem acontecer; entenda

A horas antes da largada para o Grande Prêmio da China, a Fórmula 1 anunciou uma decisão que muitos já esperavam: as etapas no Bahrein e na Arábia Saudita, marcadas para abril, não iriam acontecer.

O público entendeu que o comunicado significava o cancelamento total das etapas, sem chance delas acontecerem em 2026. Mas não é bem assim.

Na nota publicada, a F1 afirma que as corridas "não acontecerão conforme o planejado" e que "nenhuma substituição será feita em abril", com o próximo mês ficando sem nenhum GP.

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A forte pressão exercida, principalmente pelo GP da Arábia Saudita, fez com a Fórmula 1 tomasse a decisão de não cancelar por completa a possibilidade das corridas acontecerem, deixando-as como uma "segunda opção" caso outras etapas tenham que ser canceladas. A colunista Julianne Cerasoli explicou a situação no Pole Position, programa do Canal UOL.

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Chamou atenção o fato de que a Fórmula 1 não cancelou mesmo essas etapas, eles só divulgaram que as etapas não vão acontecer em abril. Isso foi porque os sauditas estavam colocando muita pressão na Fórmula 1 dizendo que o espaço aéreo deles está aberto, Jeddah está tranquilo, sem míssil caindo, e cobrando a F1 de que não tinha motivo para não fazerem a corrida.Julianne Cerasoli, no Pole Position, programa do Canal UOL

Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por FORMULA 1® (@f1)

Um post compartilhado por FORMULA 1® (@f1)

A decisão de tirar os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita momentaneamente do calendário se deu devido à guerra entre Estados Unidos e Irã. Diversos países próximos aos iranianos estão sofrendo ataques por possuírem bases estadunidenses — no final de fevereiro, um míssil atingiu uma base dos EUA a cerca de 30 km do Circuito Internacional de Sakhir, que recebe a corrida do Bahrein.

Enquanto o Bahrein vive situação mais perigosa, inclusive com o espaço aéreo fechado, a Arábia Saudita tem sofrido menos ataques e segue com o espaço aéreo livre, pressionando para a F1 realizar a etapa em Jeddah.

A Fórmula 1, que é da Liberty Media, uma empresa norte-americana, vai fazer um evento desse em Jeddah, é praticamente um alvo enorme falando: 'Joguem mísseis na gente'. Estava claro que não dava para fazer essa corrida nesse momento, mas como os sauditas não estavam cooperando e são parceiros importantes da F1 -- ninguém paga mais do que eles para ter a corrida --, a Fórmula 1 tomou a decisão de colocar dessa forma: 'Não vamos fazer agora, mas não vamos descartar que essas corridas possam ser feitas'.Julianne Cerasoli

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Com outras corridas a serem realizadas no Oriente Médio mais para frente, casos de Azerbaijão, Qatar e Abu Dhabi, a F1 espera para definir o que pode ser feito. O GP do Azerbaijão, inclusive, é um que corre grande perigo de não acontecer e, neste caso, a Fórmula 1 pode substituí-lo pela corrida da Arábia Saudita.

Como o GP do Azerbaijão ocorre apenas em setembro e as corridas no Qatar e em Abu Dhabi são as últimas do ano, a F1 acompanha a situação da guerra para decidir o que fará.

A ideia não é colocar novas datas para essas corridas [Bahrein e Arábia Saudita], mas caso tenha que cancelar alguma outra prova, por outro motivo -- e o principal GP que está balançando é o do Azerbaijão, que é em setembro, e faz fronteira com o Irã. Se tiver que substituir, tem essa possibilidade de fazer em Jeddah. O Bahrein é um pouco mais complicado, porque a situação está muito pior lá.Julianne Cerasoli

Equipes atrás no grid agradecem ausência de corridas em abril

Sem os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, a Fórmula 1 não terá corridas em abril. A próxima etapa no Japão acontece entre os dias 27 e 29 de março, e depois a categoria volta para a corrida em Miami apenas no início de maio.

Com isso, as equipes terão um grande intervalo para trabalharem nos carros, ajudando principalmente aquelas que começaram o novo regulamento com o pé esquerdo, como Red Bull, McLaren, Williams e Aston Martin.

Perguntei para o Hadjar e ele falou: 'Para a gente é bom, porque estamos tão mal que são menos corridas para perdermos pontos em relação aos outros até melhorarmos o carro'. Para a McLaren é bom também, porque os primeiros upgrades deles vão ser no GP de Miami, que vai ser o próximo depois do Japão. É pior para a Mercedes, que começou tão bem. Mas, sinceramente, não acho que vai fazer tanta diferença para eles.Julianne Cerasoli

Veja o episódio do Pole Position na íntegra

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