No Louvre, uma mostra de Jacques-Louis David, artista e regicida
Jornalista, é autor de "Notícias do Planalto"
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Quem viu, viu. Quem não, só daqui uns 35 anos. Fechou as portas na última quinta-feira, dia 29, a exposição no Louvre de cem pinturas e desenhos de Jacques-Louis David, o inventor da arte engajada, arauto da Revolução Francesa, algoz de Luís 16, marqueteiro de Napoleão.
Sua grande mostra anterior, em 1989, celebrou o bicentenário da revolução. Era excessiva no número obras, 250, e redutora na abordagem, que acorrentava David ao neoclassicismo, escola da qual foi ponta de lança, mas veio a superar. (Por coincidência, vi as duas exposições).
A exibição recente comemorou o bicentenário de sua morte, em Bruxelas, no exílio. Concentrou-se na política, dividindo-a em três etapas: antes, durante e depois de 1789. Mas Sébastien Allard, curador do Louvre, disse que, se David pudesse escolher um ano a brindar, "provavelmente festejaria 1793".
Annus Mirabilis, 1793 foi marcado pelos milhares de mortos no Terror, a etapa extremista da revolução. Pela monarquia, rolou a cabeça de Luís 16, decapitado na praça da Revolução, hoje da Concorde. Pela república, Jean-Paul Marat foi esfaqueado na banheira de casa, na rua dos Cordeliers, agora da École de Médicine. David imiscui-se nas duas........
