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Lula vê em Trump seu maior aliado contra ações hostis dos EUA

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09.05.2026

Lula vê em Trump seu maior aliado contra ações hostis da Casa Branca

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Em tempos de nuvens e arquivos digitais, os auxiliares que acompanharam o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva na visita a Washington chegaram aos Estados Unidos munidos de calhamaços de papel. O destinatário da papelada era o anfitrião da Casa Branca: Donald Trump.

"Entreguei por escrito cada assunto que eu discuti com o presidente Trump. Além dos ministros falarem, eu terminei a reunião entregando para ele cada proposta nossa escrita em inglês. Em inglês. Que é para ele saber o que é que nós queremos", explicou Lula, durante uma coletiva de imprensa após a visita de três horas na sede do Executivo dos EUA, na última quinta-feira.

Os documentos detalhavam as propostas do Brasil para uma parceria bilateral no combate ao crime organizado, com um adendo para o histórico de ações recentes do governo, como a Operação Carbono Oculto. Traziam ainda um compêndio da defesa do Brasil às acusações de comércio desleal feitas pelos norte-americanos, que revolvem do Pix ao desmatamento, e que podem levar a novas tarifas (incluindo aí a informação de que a média das taxas do Brasil sobre os EUA são de 2,7%, amplamente contestadas pelo Representante Comercial da Casa Branca, Jamieson Greer, na reunião de quinta).

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Havia ainda uma lista de autoridades brasileiras e seus familiares que seguem restritos de entrar nos EUA. E até mesmo um memorial sobre um acordo nuclear com o Irã que Brasil e Turquia fecharam em 2010, e com o qual o governo do democrata Barack Obama não coadunou e trabalhou para substituir.

"Eu entreguei para o Trump o acordo que nós fizemos em 2010, que é muito melhor do que eles fizeram um tempo atrás aí. Muito melhor. E se precisar conversar (com o Irã), outra vez eu conversarei. É possível convencer. (...) Entreguei pra ele: 'tá aí, sabe, o documento. Leia'. Ele falou: 'vou ler hoje........

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