Alterações no cartão consignado sinalizam que produto não deve acabar
Alterações no cartão consignado sinalizam que produto não deve acabar
As mudanças no consignado do INSS apresentadas pelo governo ontem durante o anúncio do programa Novo Desenrola de renegociação de dívidas sinalizam que o governo não pretende acabar com as modalidades de cartão consignado e cartão benefício, considerados produtos de 'crédito predatório' pelas entidades de defesa do consumidor, defensorias públicas e a procuradoria do TCU (Tribunal de Contas da União), que defendem sua eliminação.
Na cerimônia do Novo Desenrola, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou da necessidade de reforçar o crédito consignado puro, que tem a taxa de juros média mais baixa dentre todas as modalidades de crédito, de 1,82% ao mês, mas deixou para o aposentado escolher se quer ou não contratar os cartões , que têm taxas mais elevadas e são usados majoritariamente na modalidade saque (crédito) e não para compras.
Um acórdão do TCU publicado no fim da semana passada suspendeu todas as novas contratações de consignado, em qualquer modalidade. As contratações nas modalidades de cartão consignado e cartão benefício ficam suspensas até o julgamento do mérito sobre a extinção dos produtos. Já o crédito pessoal consignado foi suspenso temporariamente. O TCU deu prazo de 45 dias para o INSS e o Dataprev resolverem pendências de tecnologia para impedir, entre outras questões, o vazamento de dados de beneficiários.
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