Como é ser brasileiro? Ficar feliz e triste com 30 segundos de diferença
Como é ser brasileiro? Ficar feliz e triste com 30 segundos de diferença
Desde a minha coluna, sobre Wagner Moura e o Brasil que vem com ele, tenho, sob protestos, tentado "descer da nave da Xuxa". Ou melhor, da sala de cinema. Dos roteiros do Kleber Mendonça, das falas da Cármem Lúcia, da "terra de palmeiras" do poema da escola. Bets? Misoginia? Feminicídios? Nada disso. "Nunca serão", como se diz no Tropa de Elite.
Ahã. Quem dera. E chega de papinho de filme, minha filha. Já deu de "mimimi". De conversa de artista. Que frase também é mercadoria. Bora vender manchete, encarar Vorcaro, imposto de renda e reunião de condomínio. E se tudo der certo, antes de dormir, tem série e chocolate. Mas, não de Páscoa, que com embrulho é mais caro.
Tô dando para entender? Sim, porque as vezes nem eu compreendo minhas próprias associações. Mas não é assim que funciona ser brasileiro? Ficar feliz e triste com 30 segundos de diferença? Ou o teste do Instagram tá certo e eu, com certeza, tenho déficit de atenção?
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Machado de Assis, meu escritor bff desde a faculdade, já tinha me alertado. Isso no século XIX. Segundo ele, "existem dois países diferentes, o real e o oficial: "o país real, esse é bom, mas, o oficial, esse, é caricato e burlesco." De um lado, a cultura popular, com figuras como João Gomes, Mano Brown, Paulo Vieira, e Anitta, que exaltam, cada um a sua forma, suas próprias origens e trajetórias.
Do outro, a turma que acha brega tudo o que é nosso, e exalta qualquer coisa - ou pessoa - que não fale português. Ou "brasileiro", como defendem alguns linguistas.
Longe e perto dessa divisão, escrevo as vésperas de ir à Recife, onde pretendo passar a Páscoa, fazendo teatro e renovando minha identidade. Enquanto isso, no quarto ao lado, meu filho toca Novos Baianos.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
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